Digital tatuada no braço

Tutty Vasques

15 Outubro 2010 | 06h41

Na maior parte das vezes não rola sequer negociação prévia em família! Num belo dia, o filho entra em casa com um dos braços tatuado com motivos tribais contíguos, mais ou menos da altura do pulso até acima do bíceps, e vida que segue! Quando os pais têm chance de advogar previamente contra, a argumentação de praxe não convence mais a juventude: “Com o tempo, você vai virar um velho ridículo”, “não vai dar pra ser ator”, “apagar dói pra caramba”, “você não prefere ganhar um carro novo” – nada disso funciona como antídoto eficaz quando a febre da tatuagem pega o garotão de jeito.
Em desespero de causa para salvar a pele do filho, vale apelar até para os maus exemplos do noticiário. A propósito, Ivan Bogdanov, o torcedor sérvio que comandou dia desses o vandalismo dos Balcãs no estádio de Gênova, em partida contra a Itália pelas Eliminatórias da Eurocopa, foi denunciado – e preso – pelas tatuagens de braço inteiro. Mesmo encapuzado no alto do alambrado, o hooligan foi depois facilmente reconhecido em mangas de camiseta.
Se você é jovem – ô, raça! – e não ouve seus pais, pense ao menos nisso antes de exagerar nas tatuagens: um dia, elas podem te entregar, rapaz!