é grande, mas não é 2

Tutty Vasques

15 Julho 2011 | 06h48

Tudo tem limites! Assim como não permitiu à Sadia e à Perdigão juntarem os trapinhos sem que antes se desfizessem de parte de seus negócios, o tal Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) devia criar regras de restrição patrimonial também para pessoas físicas, estejam elas ou não em processo de fusão nupcial com alguém igualmente endinheirado.

Casado ou solteirão, não importa, todo dono de grande fortuna que quisesse adquirir qualquer coisa nova no mercado teria que repassar à concorrência um naco do que tem.

Um cara do tamanho do Eike Batista, por exemplo, não poderia mais sair por aí comprando tudo que vê pela frente sem, em contrapartida, passar adiante parte de seus preciosos ativos.

Funcionaria assim:

Para arrematar em leilão um poço de gás, um novo hotel ou o vestido que a Dilma usou em sua posse no Palácio do Planalto, o bilionário carioca teria que vender um jatinho, uma lancha offshore ou um restaurante chinês.

Se der certo, o esquema poderá futuramente ser estendido à nova classe média brasileira. Quem dera todo mundo tivesse que vender o carro velho para comprar um novo, né não?