Enigma eleitoral

Tutty Vasques

05 Janeiro 2012 | 02h07

reproduçãoSe você tem mais de 30 anos e ainda não conseguiu entender direito como funciona o sistema eleitoral americano, melhor desistir. Fica muito difícil, a esta altura da vida, explicar a um adulto, ainda mais estrangeiro, o que é, por exemplo, o tal de “caucus” na campanha presidencial nos EUA!

Aqui no Brasil, os canais de jornalismo da TV por assinatura ainda se esforçam em ouvir especialistas no assunto, mas traduzir o que aconteceu na terça-feira em Iowa é como ensinar um adulto a andar de bicicleta.

Mesmo entre os eleitores nativos reunidos para escolher os delegados republicanos que vão depois indicar em convenção partidária o adversário de Obama, teve gente que foi anteontem à igreja ou escola mais perto de casa só por causa das coxas de frango com Coca-Cola servidas nessas assembleias de vizinhos.

Na próxima terça, será a vez de New Hampshire se manifestar sobre o melhor candidato de oposição à Casa Branca, mas o que rola por lá já não é o tal de “caucus”. No lugar disso, as chamadas “primárias” podem ser de três tipos, decerto só para complicar ainda mais a história.

Por essas e por outras, imagina-se, o José Serra tem horror a esse negócio de prévias.