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Falta ao torcedor dos EUA aprender a vaiar

Tutty Vasques

03 julho 2014 | 00:01

ilustração pojucanilustração pojucanOs americanos tomaram, enfim, gosto pelo futebol, mas, que ninguém se iluda por lá, é mais complicado dominar o assunto – a bola eles até já controlam direitinho – do que desocupar o Afeganistão. O mundo da bola é diferente! O próprio Obama, recém-apresentado ao esporte bretão, está achando a lei do impedimento mais complexa que a lei antiterror de seu país. No fundo, no fundo até gostou da eliminação dos EUA na Copa para não precisar pensar mais nisso agora.

Melhor assim! Dia desses, um assessor hispânico conseguiu contê-lo a tempo de explicar que Maradona fez pilhéria ao sugerir à Fifa que castigasse a mordida de Suárez mandando o uruguaio para Guantánamo. O presidente queria se pronunciar publicamente contra!

Foi até agora o chefe de estado que mais posou de torcedor na mídia. Nem a Dilma se expôs tanto! Daqui a 40 anos, quando os EUA virarem o país do futebol, o ocupante da Casa Branca que tentar o mesmo não terá como driblar as vaias.