Fatos irrelevantes que marcaram as eleições 2010

Tutty Vasques

30 Outubro 2010 | 15h54

ILUSTRAÇÃO POJUCANNem tudo foi xingamento, acusação, hipocrisia, mentirinha ou pura molecagem na campanha que se encerra. Teve também muita coisa bizarra, sinistra, nonsense, cascuda ou cabeluda no enfrentamento político dos últimos meses. De cabeça, lembro do seguinte:

* A liberdade de imprensa virou alvo da defesa até do pastor Silas Mafalaia.

* Inaugurou-se de tudo ao longo da campanha: terreno baldio, maquete, pedra fundamental, assinatura de contrato…

* No momento mais dramático do corpo a corpo, Serra ficou preso com Alckmin no elevador do Hospital das Clínicas.

* Paulo Skaf assumiu seu lado zebra.

* Repercutiu muito bem em Marte o discurso de Marina Silva em prol de “um futuro garantido para a Humanidade e outras formas de existência”.

* FHC trocou de cativeiro três vezes durante a campanha. Pura rotina de segurança dos tucanos.

* Eduardo Suplicy apoiou, sem mais nem menos, a candidatura da Mulher Pera.

* José Serra dançou “Ah, muleke” com Sabrina Sato para o ‘Pânico na TV’.

* Dilma Rousseff foi, salvo engano, dublada em praticamente todos os debates na TV.

* Marco Maciel fechou no Senado a última vaga ainda ocupada por um parlamentar magro por natureza. Todos os demais operaram o estômago!

* Tiririca trouxe a discussão sobre o analfabetismo para o debate eleitoral.

* A campanha de Serra na TV conseguiu inventar uma outra Elba Ramalho.

* Dilma mostrou o cachorro do José Dirceu em seu programa.

* O fim da censura às piadas com candidatos no rádio e na TV pegou muito humorista de surpresa por aí. A galera já estava tomando gosto pela coisa.

* Soninha viajou na maionese em dia de pane do Metrô.

* O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) defendeu pênalti cobrado por José Serra no Maracanã. Não teve intenção!