Grifes alopradas

Tutty Vasques

06 Abril 2012 | 06h03

ilustração pojucanDemóstenes, cá pra nós, é o de menos! A Polícia Federal apurou que, em matéria de nomes pouco convencionais, o contraventor Carlinhos Cachoeira mantinha relações com Deuselino (Valadares), Gleyb (Ferreira da Cruz) e Jovair (Arantes), fora o Sandes Júnior, que é praticamente plágio daquela antiga – e já desfeita – dupla sertaneja mirim. O Stepan (Nercesian) deve ter sido aceito nesta confraria por razões óbvias!

Fernando Gabeira escreveu certa vez aqui no Estadão que, “assim como fumaça e fogo, nomes estranhos e escândalos andam juntos no Brasil”.

Foi assim com o Errolflyn (Paixão), sócio de empresa fantasma do esquema de fraudes do Ministério do Turismo no Amapá; o Agaciel (Maia), pivô do escândalo dos atos secretos do Senado; a Ralcilene (Santiago), acusada em suposto esquema de corrupção no Ministério do Esporte; sem falar no Dayvini (Nunes), sobrinho-laranja de Gesmo (Santos), dono do apartamento de milionário alugado por Palocci em São Paulo.

O PT, em especial, adora produzir más notícias com grifes alopradas, tipo Gedimar, Vedoin, Valdebran, Eudacy e Delúbio!

Não à toa, o Brasil é um país sem memória: fica muito difícil lembrar de nomes assim!