Indefensáveis de plantão

Tutty Vasques

24 Julho 2011 | 06h11

ILUSTRAÇÃO POJUCANQuem é a personalidade mais indefensável da atualidade: o australiano Rupert Murdoch ou o francês Dominique Strauss-Kahn? Protagonista absoluto da vilania internacional que estreou no noticiário no início de julho, o todo-poderoso da News Coporation enfrenta ainda hoje a concorrência do ex-diretor-gerente do FMI, estrela de escândalo remanescente dos jornais do primeiro semestre.

Patrono da invasão de privacidade e do jornalismo praticado à base de grampos ilegais e suborno de policiais, Murdoch tem sido comparado ao sr. Burns dos Simpsons. Tem a megalomania autoritária e o desprezo pelos semelhantes em comum com o bilionário desalmado do desenho animado.

Mas nem parece ser um homem tão mau assim quando sua história é editada em página espelhada à crônica da vida sexual de Strauss-Kahn escrita a partir daquele incidente sexual com uma camareira de Nova York. Esta semana, a trama ganhou um novo capítulo na imprensa: a mãe da jornalista que o definiu como um “chimpanzé no cio” quando a atacou em Paris admitiu ter praticado “sexo brutal” com o agressor de sua filha. “Ele se comporta como um cafajeste obsceno!”

Homens assim como DSK e Rupert Murdoch não merecem as mulheres que têm em casa. O magnata da comunicação teve dia desses mais uma prova do amor da patroa, a chinesa Wendi Deng, que como uma ninja de guarda defendeu o marido da fúria de um ativista no Parlamento britânico.

Pagou em coragem o que a milionária Anne Sinclair gasta em dinheiro com Strauss-Kahn para manter o traste do marido confortavelmente à disposição da Justiça em Manhattan – cerca de US$ 250 mil dólares por mês, pelas contas do ‘New York Times’.

Faz pensar: será que mulher nenhuma resiste aos encantos de homens indefensáveis nas entrelinhas do noticiário? Claro que não! Taí o Valdemar da Costa Neto que não me deixa mentir!