Instrumento de torcedor é o grito

Tutty Vasques

29 Setembro 2012 | 06h00

reproduçãoNada contra a “caxirola” do Carlinhos Brown! Qualquer coisa inventada para substituir a vuvuzela nos estádios da Copa do Mundo é, a princípio, bem-vinda.

Mil vezes chocalhos a cornetas nas mãos do torcedor nas arquibancadas, mas quem disse que o insuportável instrumento de sopro sul-africano precisa de substituto no Brasil?

Nada contra, insisto, o caxixi de palha indígena estilizado em matéria plástica pelo músico baiano e agora chancelado pelo Ministério do Esporte como “instrumento oficial” do Brasil na Copa de 2014.

O turista estrangeiro, em especial, vai adorar saber que a Bahia inventou um suvenir rítmico mais prático de se transportar que o berimbau (a caxirola do Carlinhos Brown cabe na palma da mão), mas por que ficar dando ideia de alternativas sonoras ao grito do torcedor nos estádios?

Na quarta-feira passada, o Flamengo distribuiu 30 mil apitos para a galera zoar o Ronaldinho Gaúcho no Engenhão e o resultado só não foi desastroso porque o Atlético Mineiro perdeu. O rubro-negro que foi ao estádio não vai esquecer tão cedo aquela noite, até porque o zumbido no ouvido não deixa!