Inveja dos alemães

Tutty Vasques

26 Abril 2013 | 00h02

ilustração pojucanA humilhação, no caso, não se restringe ao futebol espanhol! Todo o primeiro mundo da bola está se sentindo diminuído pela supremacia alemã na Liga dos Campeões da Europa.

Para o torcedor brasileiro, em particular, assistir à monotonia habitual de sua seleção contra o Chile horas depois do esculacho do Borussia Dortmum sobre o Real Madri, francamente, não há orgulho pentacampeão que não tenha ido dormir ferido na quarta-feira.

Após o empate aborrecido no Mineirão, bateu aquele frio na barriga de quem já remoía de véspera a inveja da obsessão pelo gol do ataque do Bayern de Munique pra cima do Barcelona: “E se a gente tiver que enfrentar esses alemães na Copa, caramba?”

O torcedor pressente o pior e não se conforma: vaia, grita “olé” quando o adversário tem a posse de bola, xinga, mas é preciso aceitar a nova realidade que se desenha no horizonte: pelo andar da carruagem puxada por Felipão, o melhor do futebol brasileiro em 2014 serão os estádios.