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Legados & relegados

Tutty Vasques

17 junho 2014 | 02:47

ilustração pojucanEmbora hoje em dia a gente associe muito mais ‘o português’ a Cristiano Ronaldo, a Língua também é fogo! Por que diabos, por exemplo, ‘legado’ é uma coisa boa e ‘relegado’ um troço desprezível? Diferenças de significado à parte, esta Copa está mostrando que o legado leva tempo para ser percebido, o relegado se identifica de imediato.

O nosso juiz japonês, a nossa presidente e o centroavante sergipano da seleção da Espanha – o mascote Fuleco é hors-concours neste quesito – são até agora os mais notórios relegados pelo torcedor no sentido bitransitivo da expressão de desdém. Dos três, Diego Costa foi o mais vaiado em estádio, com o agravante transitivo direto do desejo manifesto pelo público de expatriá-lo.

Mas é cedo ainda para cantar derrota! A competição está só começando e ainda vão decerto aparecer outros personagens que as arquibancadas gostariam de mandar para outro lugar. Periga, no final, ser uma Copa com mais relegados do que legados, mas isso só o tempo dirá.