Maltratados sim, discriminados nunca!

Tutty Vasques

03 Abril 2012 | 00h02

O Brasil pode até ter bons motivos para submeter visitantes espanhóis a regras mais severas de controle de imigração, mas, a despeito da justificativa de reciprocidade entre países soberanos, maus tratos a passageiros em nossos aeroportos nunca foi – e nem será – exclusividade de qualquer nacionalidade em trânsito. O próprio turista brasileiro sofre sem nenhum privilégio toda vez que viaja de avião.

O espanhol que a partir de agora visitar o Brasil não deve pensar na chegada a Cumbica ou ao Galeão que está penando no aeroporto só porque veio do país ibérico. Nada disso!
Ingleses, portugueses, norte-americanos, alemães ou soteropolitanos, não importa a procedência, basta ser passageiro para passar por poucas e boas no calvário entre o avião e o táxi.

Nossas autoridades aeroportuárias podem ser tudo – incompetentes, relapsas, negligentes e mal preparadas –, mas não há notícias de ações discriminatórias para maltratar mais a uns que a outros em solo.

Não é porque um em cada quatro turistas espanhóis está à procura de emprego que as coisas vão piorar pro lado deles.
Podem chegar sem susto, desde já advertidos de que aeroporto aqui no Brasil é complicado mesmo!