Mano não crê em bruxas, mas…

Tutty Vasques

19 Julho 2011 | 02h17

reproduçãoCertas coisas em futebol não têm explicação! Quando a bola cisma de contrariar a lógica das trajetórias, melhor não buscar razão para a derrota dentro de campo. Diante do imponderável, Nelson Rodrigues evocava o “Sobrenatural de Almeida”, entidade esotérica a quem o cronista creditava a responsabilidade pelos lances inacreditáveis que selavam os momentos mais dramáticos de seu time.

Mano Menezes perdeu ótima oportunidade de convocar o personagem rodriguiano na entrevista coletiva que deu em seguida ao grande vexame da seleção brasileira no estádio de La Plata. Quatro pênaltis cobrados em sequência daquela maneira, francamente, só pode ser coisa do “Sobrenatural”.

Mas o técnico preferiu culpar a grama alta no local da cobrança pelo fiasco que eliminou o Brasil da Copa América, sem explicar porque o desnível do piso em volta da marca de cal não afetou o pé de apoio dos adversários.

Com menos chances de errar, tem torcedor achando que o problema é de grana – e não de grama – alta no bolso dos jogadores. Particularmente, prefiro acreditar em bruxas. E bola pra frente!