O arrastão da arbitragem

Tutty Vasques

04 Setembro 2012 | 00h02

É tão absurdo quanto alguém, vítima de arrastão em pizzaria, imaginar que os assaltantes só estariam interessados no seu relógio de pulso.

Todo dirigente de clube de futebol no Brasil sente-se particularmente roubado pelos erros grosseiros de arbitragem cometidos indistintamente contra este ou aquele time no atual campeonato.

Não há rodada do Brasileirão em que uns e outros não acusem o juiz desta ou daquela partida, sem que ninguém trate a crise do apito como um problema técnico a ser resolvido pelos próprios cartolas.

A suposição de má-fé na série impressionante de equívocos em campo está sempre à frente da possibilidade mais razoável de despreparo generalizado para o exercício da função.


Esses caras devem estar ganhando mal, transformando a atividade em bico, sem tempo para estudar as regras ou cuidar da forma física, sei lá, mas quem liga para isso?

Contanto que só erre na marcação de pênaltis e impedimentos contra os outros, tudo bem para quem manda no futebol dos clubes brasileiros.

No fundo, no fundo árbitros e dirigentes estão à altura uns dos outros. O torcedor é que merecia coisa melhor nos seus fins de semana!