O bedel da notícia

Tutty Vasques

27 Abril 2012 | 00h07

reproduçãoEle voltou! O caçador de marajás reencarnou no papel que Fernando Collor define como “bedel” da CPI do Cachoeira, prometendo redirecionar sua mira para os jornalistas que cobrem os trabalhos da Comissão no Senado. O alvo agora é o furo de reportagem!

Se pegar algum “rabiscador” garimpando notícia na fonte dos vazamentos de informação oficial, já viu, né? Vai ter coleguinha dando a mão à palmatória ou ajoelhando no milho.

Mais conhecido pela garotada de hoje em dia como “inspetor” ou “monitor”, o “bedel” é aquele cara encarregado de manter a ordem nos espaços comuns do colégio. São funções dele vigiar, censurar, zelar pela disciplina e dedurar à coordenação da escola quem sair da linha.

É o tipo de mal necessário que de uns tempos pra cá costuma ser qualificado para exercer sua autoridade com instrução pedagógica, mas no tempo em que Collor era estudante, quase todo bedel tinha princípios e métodos próprios de quem não bate muito bem das ideias.

O olhar, em geral, denunciava o tipo de loucura de cada um e nesse aspecto, convenhamos, o senador tem tudo para cumprir o papel a que se propõe na CPI. Os jornalistas que se preparem!