O diabo do advogado

Tutty Vasques

19 Outubro 2010 | 06h59

reproduçãoO Brasil é o terceiro país do mundo em número de advogados – perde apenas para a Índia e os EUA -, mas precisa ver se lá fora também se forma profissional de Direito igual ao responsável pela defesa do goleiro Bruno. Ércio Quaresma exibiu no último Fantástico sua arte de fazer qualquer cliente, perto dele, não se sentir tão culpado assim pelo que fez.

Advogado do diabo são os outros! “Eu sou o cão, eu sou o demônio, eu sou satã, eu sou lúcifer”, apresentou-se em conversa gravada pela noiva do ex-jogador do Flamengo. Pintou o diabo para que ela entendesse bem, data vênia, “nas mãos de quem tu tá”! Sabe o ex-policial acusado pela execução da moça? “Quem ensinou ele a fazer as coisas fui eu!” Sabe porque não tem corpo da vítima? “Por minha causa!” Não à toa, Bruno considera seu advogado “um pai que eu ainda não tive”. Tem agora a quem puxar!

Houve um tempo em que, como dizia o romancista inglês Charles Dickens, “se não houvesse gente ruim, não haveria bons advogados”. Hoje em dia, como se vê, tem muito mais “gente ruim” do que “bons advogados”.