O divã do governador!

Tutty Vasques

31 Julho 2013 | 00h02

reproduçãoSerginho Cabral reagiu, enfim, ao bullying a que vem sendo submetido dia após dia na rua onde mora, no Leblon. “Parem com isso, por favor, parem!” Para alguém que até então se limitava a fazer cara de bebê chorão ante ao escárnio da garotada lá fora, não deixa de ser um avanço psicológico.

Tomara que ele esteja se tratando para conseguir externar seus sentimentos de maneira mais convincente. “Que rei sou eu?” – precisa se questionar no divã para não oscilar tanto entre a arrogância e a humildade extremas, dependendo do tamanho dos moleques que estiverem na esquina.

Quem é Sérgio Cabral, afinal? Aquele das farras em Paris, dos helicópteros, dos ‘voos das babás’, dos amigos da pá-virada empresarial, o cara que mais desqualificou os protestos de rua no Brasil ou esse pai acuado que pede “de coração” para não ser esculachado na frente dos filhos?

Modéstia à parte, diz ele, “eu não sou um ditador!” Cá pra nós, é pouco, mas nosso tempo por hoje acabou, governador!