O exorcismo do Congresso

Tutty Vasques

03 Abril 2013 | 06h24

ilustração pojucanMarco Feliciano, o deputado de Cristo, perdeu de vez a razão ao identificar a influência direta de Satanás especificamente na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Isso que o povo chama de “coisa-ruim” está, como se sabe, por toda parte no Congresso!

O mau, a rigor, tem mais o que fazer por lá do que se ocupar com a defesa do casamento gay ou do combate ao preconceito. Foi, aliás, este desinteresse das trevas por tais assuntos que entregou de mão beijada à bancada evangélica o comando do debate legislativo a respeito.

Fazia-se, decerto, o diabo em outras comissões enquanto todas as atenções da mídia estavam voltadas para o inferno figurado daquelas sessões-culto presididas por Feliciano.

Se quer mesmo combater pra valer toda forma de espírito maligno à sua volta, o deputado-pastor deve apagar esta nódoa dos Direitos Humanos em sua trajetória política para cuidar do exorcismo do Congresso como um todo, até o último capeta!

Quem sabe, desta forma, não converte em aliados protagonistas do movimento pela sua queda, aí incluídos Caetano Veloso, Wagner Moura, Preta Gil, Jean Willis e o diabo a quatro.

Esconjuro já! – abrace esta ideia.