Pavio curto pra quê?

Tutty Vasques

28 Setembro 2012 | 02h57

reproduçãoAcontece com alguns bons atacantes do futebol brasileiro! Sabe aquele artilheiro que, mesmo com seu time ganhando de goleada aos 38 minutos do segundo tempo, é capaz de trocar cotoveladas com adversários, chamar o bandeirinha de ladrão, reclamar do passe do companheiro, irritar a própria torcida…?

O chamado “pavio curto” é, em geral, uma lástima! Quantas vezes o destempero emocional atrapalhou os times por onde passaram Kléber Gladiador, Emerson Sheik, Valdívia e o “fabuloso” Luís Fabiano – só para citar alguns que não tem psicólogo que dê jeito?

Mal comparando, está acontecendo algo bem parecido com o ministro Joaquim Barbosa no julgamento do mensalão. Só Freud explica por que o relator da ação no STF, sob aplausos do torcedor encantado com as condenações que vem emplacando uma atrás da outra, lá pelas tantas sai dando bico na canela do revisor, peitada no juiz ao lado que lhe chama atenção, chegando quase ao chilique no tribunal!

Sempre à beira de um ataque de nervos, periga terminar o julgamento aborrecido com a vitória de suas teses. Tomara que vença também esta dificuldade de ficar em paz com o próprio sucesso.