Que vexame!

Tutty Vasques

17 Julho 2011 | 06h02

ILUSTRAÇÃO POJUCANÉ cedo ainda para bater o martelo, mas o fracasso absoluto do leilão do trem bala brasileiro é, no mínimo, forte candidato a “Mico do Ano” 2011 na área de negócios. O desinteresse total pelo processo de licitação da obra – ninguém apresentou proposta de execução do projeto – só não leva o prêmio por antecipação por causa da concorrência acirrada da frustrada fusão Pão de Açúcar-Carrefour. Páreo duro! Dois megaprojetos com vôo de galinha raramente decolam juntos no noticiário econômico.

Na categoria “sociedade”, a lua de mel do príncipe Albert de Mônaco e o fim de semana de Sérgio Cabral em Trancoso são, por enquanto, os acontecimentos que, em matéria de anticlímax, sobressaem entre tantas notícias sobre o que deu muito errado no primeiro semestre.

Na esfera do showbiz, o show de Amy Winehouse na Sérvia foi quase tão desagradável quanto a entrevista de Fábio Jr. na ‘Playboy’. O cantor brasileiro leva sobre a concorrente britânica a vantagem de ter se exibido daquele jeito patético sem precisar, para isso, ingerir uma só gota de álcool. Corre por fora nesta categoria o verso em louvor às “mulheres sem orifício”, de Chico Buarque.

Ainda incertos entre os lances mais desastrados do futebol em 2011, O frango de Rogério Ceni, o corte de cabelo de Daniel Alves, a contratação de Seedorf pelo Corinthians e a implosão do estádio Mané Garrincha vão ter que aguardar o resultado de hoje à tarde entre Brasil x Paraguai, em jogo eliminatório pela Copa América.

No mais, assim como no Grammy a categoria World Music agrupa candidatos de matizes variadas, o ‘Mico do Ano’ abre espaço este ano para a disputa direta entre eventos tão distintos quando a caçada da Otan a Muamar Kadafi, o teste do bafômetro de Aécio Neves, o “autorretrato” que Van Gogh pintou do irmão e, last but not least, o estupro da camareira em Nova York também tem uma sequência de equívocos invejável.