Suprema rejeição

Tutty Vasques

01 Outubro 2010 | 06h42

kgdA caminho das urnas, o eleitor anda por aí tropeçando a toda hora em pesquisas de opinião para tudo. Nenhuma delas, lamentavelmente, afere a rejeição ao STF às vésperas do pleito. Pelo que a gente ouve nas ruas, todavia, já tem ministro do Supremo disputando com Joaquim Roriz o recorde nacional de queda livre de popularidade.

Nada que, noutras ocasiões, o fígado do brasileiro já não tenha manifestado seu intenso mal-estar com a mais alta instância do Poder Judiciário. Dessa vez, entretanto, o colegiado de meritíssimos inovou métodos: além de avançar em território dominado pela forte concorrência das campanhas políticas de dar dó, conseguiu irritar todo mundo sem precisar, como no passado, conceder um único habeas corpus de repercussão nacional.

A indecisão quanto a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa, somada à indefinição – até ontem – sobre a documentação necessária para votar no domingo, encheu as medidas do eleitor. Fez transbordar novamente a indignação da opinião pública com a corte suprema. A boa notícia é que, para tanto, não foi preciso soltar nenhum grande inimigo público do País. Cá pra nós, melhor assim!