Todo brasileiro é meio censor

Tutty Vasques

27 Setembro 2012 | 02h25

reproduçãoPode ser um traço do DNA da raça! Dos livros de Monteiro Lobato ao vídeo que ridiculariza o profeta Maomé, o primeiro impulso do brasileiro é sempre o de censurar.
Na mesma semana em que a acusação de racismo na obra do escritor infantil foi parar no STF, o Brasil se juntou a países como Afeganistão, Bangladesh e Paquistão na decisão judicial que obriga o Google a retirar do ar o besteirol ‘Inocência dos Mulçumanos’.

A boa notícia fica por conta do juiz eleitoral Adão Gomes de Carvalho, que revogou a censura que ele próprio impôs na semana passada ao blog do Estadão ‘Direto de Brasília’ por “trazer fatos à memória do eleitor”.

Pode parecer absurdo, mas nada se compara à iniciativa do deputado Protógenes Queiroz, que dia desses saiu do cinema decidido a tirar o filme ‘Ted’ de cartaz, revoltado com o personagem do ursinho de pelúcia maconheiro na comédia do gênero politicamente incorreta para marmanjos.

Provavelmente alertado sobre o mico que estava pagando no Twitter, Protógenes disse ontem que já se dará por satisfeito se a classificação etária do filme subir de 16 para 18 anos.


Ainda bem que ninguém lhe dá ouvidos no Ministério da Justiça!