Um governo de oposição

Tutty Vasques

23 Abril 2013 | 00h02

ILUSTRAÇÃO POJUCANFernando Haddad tomou gosto pelo paradoxo depois de viver seus melhores momentos na Prefeitura de São Paulo ao descer do gabinete para roubar a cena no alto do carro de som daquele protesto dos sem-teto, o maior até agora contra seu governo.

Desde então, a primeira coisa que pergunta quando chega ao trabalho é: “Hoje tem manifestação contra mim lá embaixo?”

Na sexta-feira, deixou até escapar uma ponta de inveja do Alckmin ao ser informado que professores do Estado haviam fechado a Paulista: “A gente não dá a mesma sorte na rede municipal!”

Diz o pessoal com cargo de confiança – ô, raça! – que noite dessas o prefeito sonhou que era aclamado ao final de uma manifestação de motoboys no Viaduto do Chá.
Não há nada de errado nisso, desde que o governo não comece a bancar atos contra a própria gestão com dinheiro público. Mas também não custa nada ao paulistano ficar vigilante a respeito!