App para pessoas com deficiência auditiva equilibra o som no fone de ouvido

App para pessoas com deficiência auditiva equilibra o som no fone de ouvido

Solução batizada de 'uSound' nasceu na Argentina como alternativa a aparelhos auditivos e já está presente em mais de 150 países. Software tem versões em português, espanhol, inglês e chinês para smartphones com Android e iOS. Empresa participa neste sábado, 10, dos 'Diálogos Startupeiros', organizados pela Garimpo de Soluções em São Paulo.

Luiz Alexandre Souza Ventura

09 Março 2018 | 17h46

IMAGEM 01: Solução batizada de 'uSound' nasceu na Argentina como alternativa a aparelhos auditivos e já está presente em mais de 150 países. Software tem versões em português, espanhol, inglês e chinês para smartphones com Android e iOS. Empresa participa neste sábado, 10, dos 'Diálogos Startupeiros', organizados pela Garimpo de Soluções em São Paulo. LEGENDA PARA CEGO VER: Foto com funda de cor azul mostra dois smartphones com a telas do aplicativo abertas. Ao lado, fones de ouvido e as palavras 'uSound' e 'Smart Earphone'. Crédito da foto: Reprodução

IMAGEM 01: Solução batizada de ‘uSound’ nasceu na Argentina como alternativa a aparelhos auditivos e já está presente em mais de 150 países. Software tem versões em português, espanhol, inglês e chinês para smartphones com Android e iOS. Empresa participa neste sábado, 10, dos ‘Diálogos Startupeiros’, organizados pela Garimpo de Soluções em São Paulo. LEGENDA PARA CEGO VER: Foto com fundo de cor azul mostra dois smartphones com a telas do aplicativo abertas. Ao lado, fones de ouvido e as palavras ‘uSound’ e ‘Smart Earphone’. Crédito da foto: Reprodução


Pessoas com deficiência auditiva enfrentam barreiras de comunicação todos os dias, em uma conversa pessoal, na reunião de trabalho, para assistir a uma peça de teatro ou ver um filme, participar de um bate-papo com amigos ou até mesmo papear no telefone.

Para determinados casos, o uso de aparelhos auditivos é a resposta. Há também quem aposte em implantes cocleares, se isso for possível e funcional.

Pessoas surdas estão em outro patamar e usam mecanismos específicos, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou recursos de acessibilidade como legendas, quando há fluência em português.

Um aplicativo criado na Argentina surge como uma boa ferramenta para auxiliar pessoas com perda auditiva que estão no meio desse universo, para quem todas as soluções citadas não resolvem o problema e o preço de aparelhos auditivos não é viável.

Batizado de uSound, o software usa o microfone do smartphone para captar os sons do ambiente e ajusta esse áudio para cada usuário. Com versões para Android e iOS, o app tem configuração em português, espanhol, inglês e chinês.

“É uma solução para pessoas com deficiência auditiva que têm a capacidade de escutar”, explica Rafael Hugo Rodriguez, cofundador da uSound. “O aplicativo capta o som e transfere para o fone de ouvido com equilíbrio, equalizando o áudio conforme a configuração do usuário, uma alternativa ao uso de aparelhos auditivos”, diz.



A ideia nasceu cinco anos atrás, quando Rodriguez era aluno do curso de engenharia de informática na Universidad Católica de Santiago del Estero, na unidade de Jujuy (a pronúncia é ‘rurui’), no noroeste da Argentina, região de fronteira com a Bolívia e o Chile, a dois mil quilômetros de Buenos Aires.

“Nosso grupo de quatro estudantes precisava entregar um trabalho com aplicação prática. Um colega tinha perda auditiva. As salas de aula eram muito grandes e ele chegava bem mais cedo para poder sentar nas primeiras fileiras e escutar o professor”, conta Rafael Rodriguez. “Esse colega não tinha dinheiro para comprar um aparelho auditivo. Na Argentina, o preço desse dispositivo chega a US$ 8 mil (R$ 26 mil)”, comenta.

Um dos detalhes mais importantes do uSound, além de ser uma solução para pessoas que escutam, é que o aplicativo não faz a simples amplificação linear do som. A ferramenta calibra o áudio na frequência que o usuário precisa, a partir de um exame auditivo feito pelo app durante a configuração inicial.

Aproximadamente nove mil pessoas usam o uSound atualmente, com média de quatro horas diárias. O aplicativo soma 250 mil downloads em 152 países. São 14 dias para teste grátis e depois é necessário pagar um valor de US$ 30 (trinta dólares) por ano.


IMAGEM 02: Software tem versões em português, espanhol, inglês e chinês para smartphones com Android e iOS. LEGENDA PARA CEGO VER: Três telas do aplicativo uSound mostram as diferentes fases de configuração. Crédito da foto: Reprodução

IMAGEM 02: Software tem versões em português, espanhol, inglês e chinês para smartphones com Android e iOS. LEGENDA PARA CEGO VER: Três telas do aplicativo uSound mostram as diferentes fases de configuração. Crédito da foto: Reprodução


O FUTURO – O engenheiro destaca que sua função na empresa, hoje com quinze pessoas, é fazer testes de campo. “O mundo da acessibilidade está em transformação por causa do avanço da tecnologia e também pela lógica de quem paga por essas soluções. Em JuJuy, o governo local vai entregar mil smartphones com uSound completo instalado para pessoas que não têm condições de bancar esse custo”, diz.

APRESENTAÇÃO – Rafael Rodriguez vai falar sobre a uSound neste sábado, 10, nos ‘Diálogos Startupeiros’, organizados pela Garimpo de Soluções no Farol Santander, que fica na Rua João Brícola, nº 24, na região central de São Paulo.

Segundo Ana Carla Fonseca, diretora da Garimpo de Soluções e curadora dos Diálogos Startupeiros, a proposta do evento é acabar com o mito de que startups só existem em grandes cidades e que transformam seus criadores em milionários instantâneos. “Queremos incentivar a capacidade de inovação para gerar impacto na sociedade”, afirma.


IMAGEM 03: Clique na foto e faça inscrição nos Diálogos Startupeiros deste sábado, 10 de março. LEGENDA PARA CEGO VER: Tela de evento criado no Facebook. Crédito da foto: Reprodução

IMAGEM 03: Clique na foto e faça inscrição nos Diálogos Startupeiros deste sábado, 10 de março. LEGENDA PARA CEGO VER: Tela de evento criado no Facebook. Crédito da foto: Reprodução


GANHAR DINHEIRO – De acordo com Ana Carla, que também é professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), havia uma dicotomia na lógica do investidor, que optava por algo de repercussão social ou para ganhar dinheiro.

“Trabalhamos com economia criativa há 15 anos no Brasil e outros 30 países. Acompanhamos casos em todo o mundo. E percebemos que essa contradição se tornou complementar. São bons negócios que beneficiam a sociedade como um todo”, define a diretora da Garimpo de Soluções.

“Cada vez mais, empresas e empreendedores que oferecem soluções de acessibilidade estão em rodadas de negócios e são procurados por investidores”, finaliza o cofundador da uSound.

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