Colocação profissional da pessoa com deficiência visual

Colocação profissional da pessoa com deficiência visual

Fundação Dorina celebra aniversário da Lei de Cotas com alerta sobre a presença de pessoas cegas ou com baixa visão nas empresas. "Há muitas crenças equivocadas, desconhecimento e pouca informação", diz coordenador da instituição, que orienta sobre práticas fundamentais para ampliar a inclusão.

Luiz Alexandre Souza Ventura

25 Julho 2017 | 09h49

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Recursos que garantem a performance do trabalhador com deficiência visual não são onerosos. Imagem: Reprodução

Recursos que garantem a performance do trabalhador com deficiência visual não são onerosos. Imagem: Reprodução


A Lei nº 8.213/1991, que exige entre 1% e 5% de pessoas com deficiência entre funcionários de empresas com 100 empregados ou mais, completou 26 anos nesta segunda-feira, 24. Símbolo da luta pela inclusão e responsável pelo aumento do conhecimento sobre esse universo no ambiente corporativo, a chamada Lei de Cotas ainda é mal compreendida, principalmente porque quem avalia, de forma equivocada, que ter deficiência é uma vantagem na hora de procurar emprego.

Segundo o Relatório Anual de informações Sociais (Rais), pessoas com deficiência ocupam menos de 1% das vagas formais de emprego no Brasil. Entre aqueles com maior dificuldade para colocação no mercado de trabalho estão as pessoas com deficiência visual, população que, no Brasil, chega a 6,5 milhões de cidadãos, segundo o Censo IBGE 2010.


“É errado pensar que toda pessoa com deficiência visual é cega. Ao contratar um profissional com baixa visão, não se intimide, pergunte sobre a deficiência, como essa pessoa enxerga e de que maneira pode ser auxiliada na rotina de trabalho”, afirma Edson Defendi, coordenador da área de colocação profissional e de garantia de direito ao trabalho da Fundação Dorina Nowill para Cegos, que mantém contato com empresas interessadas na contratação de pessoas com deficiência por suas capacidades e habilidades.

“Há muitas crenças equivocadas, desconhecimento e pouca informação”, comenta Defendi. De acordo com o coordenador, existe um mito de que os recursos acessíveis para garantir a performance do trabalhador com deficiência visual são onerosos. “Muitas tecnologias são gratuitas e imprescindíveis, como softwares de leitura de telas de computadores e celulares. Converse com seu colaborador. É a melhor pessoa para informar sobre necessidades e adaptações”.

Uma crença muito arraigada nas empresas e diz respeito a uma suposta ‘dependência social’, explica Edson Defendi. “A pessoa com deficiência visual, principalmente a cega, desenvolve uma série de estratégias pessoais para conhecer o local e fazer uso dele com segurança e agilidade”.

Uma boa dica, ressalta o coordenador, é descrever de forma sucinta o ambiente, indicando e orientando sobre locais como banheiro, acesso a elevadores, escadas e outros ambientes. A própria pessoa vai aguçar essa percepção e circular de forma independente e autônoma.

“Empresas solicitam estudos de seu ambiente para analisar a acessibilidade e postos de trabalho nos quais a pessoa cega poderá se desenvolver da mesma maneira que uma pessoa sem deficiência. Encaminhamos os candidato com o perfil desenhado pela empresa, com atenção à alta performance. Nossos profissionais são capacitados e sensibilizados para exercer sua função e para que a contratação resulte em ganho para todas as partes”, conclui Edson Defendi.

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