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“Crianças com deficiência precisam do incentivo dos pais”

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GETULINHO

“Crianças com deficiência precisam do incentivo dos pais”

Em entrevista ao #blogVencerLimites, Getulio Felipe Fernandes da Silva, o Getulinho, criança símbolo do Teleton no Brasil, fala com propriedade sobre a situação da pessoa com deficiência no País. "O 'não' nós já temos. Para conseguir o 'sim', basta agir", diz. Para ele, ter uma deficiência é normal.

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Luiz Alexandre Souza Ventura

01 Agosto 2016 | 16h02

Getulio Felipe Fernandes da Silva tem 11 anos. Imagem: Reprodução

Getulio Felipe Fernandes da Silva tem 11 anos. Imagem: Reprodução

Aos 11 anos, Getulinho tem a desenvoltura de quem conhece desde sempre as dificuldades da vida, especialmente para uma pessoa com deficiência no Brasil. Fala com firmeza, apesar da pouca idade, e tem um olhar decidido.

Com limitações de movimento nas pernas, causadas pela paralisia cerebral, ele transitava pela quadra central do Instituto Neymar Jr, em Praia Grande, litoral sul de SP, após a partida final do Neymar Jr´s Five 2016, disputada no último dia 9 de julho.

"Crianças com ou sem deficiência tem uma inspiração com o Getulinho", diz pai do menino. Imagem: Reprodução

“Crianças com ou sem deficiência tem uma inspiração com o Getulinho”, diz pai do menino. Imagem: Reprodução

“Eu não tenho nada. A deficiência faz parte da minha vida. É normal. Ninguém é perfeito”, diz Getulinho ao #blogVencerLimites. “Os pais de crianças com deficiência precisam motivar seus filhos, acreditar que eles podem realizar o que sonham. Se o sonho da criança é jogar futebol, mas os pais não criam um cenário favorável, essa criança não vai crer nesse sonho”.

Getulinho afirma que recebeu essa motivação. E quando conhece crianças que deixaram de fazer algo porque não houve incentivo da família, tenta motivá-los. “Eu digo: o ‘não’ você já não tem. Para conseguir o ‘sim’, basta correr atrás”, diz.

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Acostumado aos julgamentos alheios, ele diz que apenas os “invejosos” tentaram fazê-lo acreditar que a deficiência é um impedimento poderoso demais para que ele seguisse em frente. “Eu jamais acreditei nessas pessoas. O que elas me falam entra por um ouvido e sai pelo outro”.

O pai de Getulinho, Getulio Santos da Silva, conta que a facilidade de comunicação é própria do menino. “Ele nasceu com essa habilidade. Hoje é chamado para falar em seminários, escolas e outros eventos. As crianças com ou sem deficiência têm uma inspiração no Getulinho”, diz.

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