Equipamento ‘traduz’ ambiente para pessoas com deficiência visual

Equipamento ‘traduz’ ambiente para pessoas com deficiência visual

Luiz Alexandre Souza Ventura

23 Julho 2013 | 14h13

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O que você precisa saber sobre pessoas com deficiência

REPORTAGEM PUBLICADA NO ‘ESTADÃO PME’

A combinação de um software próprio com um sensor 3D similar ao da câmera Kinect, tecnologia desenvolvida pela Microsoft para o videogame Xbox 360, promete mudar a rotina de pessoas com deficiência visual. O aparelho, construído pela startup russa Oriense, ainda em fase de testes, obtém e traduz dados em tempo real.

Com apenas um clique, o produto é capaz de captar informações como obstáculos, cor de semáforos e preço impresso em produtos – tudo notificado por meios de “beeps” – e transformá-los em falas.

Fruto de um projeto orçado em US$ 1 milhão, o guia eletrônico é uma alternativa de movimentação em áreas urbanas para pessoas que não enxergam. O aparelho consiste basicamente de um módulo principal (utilizável no peito ou na cabeça), fones de ouvido sem fio e um controle remoto.

Parte do financiamento do projeto já foi obtido por meio de um fundo de capital e uma concessão do governo russo. A Oriense agora está concentrada em conseguir a parte restante para poder colocar o produto à venda. O dispositivo deve sair por aproximadamente US$ 1 mil no varejo, segundo os cálculos do CEO, Vitaliy Kitaev. Quem não puder comprar terá a alternativa de alugar o aparelho, a um custo entre US$ 30 e US$ 50.

A intenção é iniciar a comercialização, em 2014, pela própria Rússia e pelo Leste europeu, para, depois, partir para o resto da Europa, Estados Unidos, Canadá e, por fim, Ásia e América Latina, incluindo o Brasil. A expectativa é que o faturamento da empresa atinja entre US$ 4,5 milhões e US$ 10 milhões em 2018, a depender do cenário e do potencial de escalabilidade do negócio.

Nessa fase de Pesquisa & Desenvolvimento, a Oriense espera colocar 100 unidades em sistema de pré-venda para poder testar o mercado e avaliar a aceitação. Kitaev admite que não se trata de um negócio simples, mas garante que o feed back foi bem positivo no centro de reabilitação médica de São Petersburgo, onde o aparelho foi testado recentemente.