Equoterapia e pessoas com deficiência

Equoterapia e pessoas com deficiência

Com benefícios comprovados, tratamento evidencia que reabilitação é possível até mesmo nos casos mais severos. Projeto em Santos atende gratuitamente, mas fila de espera pode chegar a três anos.

Luiz Alexandre Souza Ventura

27 Março 2017 | 11h00

Acompanhar os movimentos do cavalo ajudou a estudante Meg Baskerville, de 15 anos, que tem paralisia cerebral, a conquistar muito mais do que condicionamento físico, equilíbrio e postura.

“Houve uma época em que ela ficava muito nervosa, talvez pela troca de medicamento, e o trato com o cavalo foi ótimo para acalmá-la”, afirma Wendy Baskerville, mãe da adolescente.

Os benefícios comprovados da equoterapia – técnica que reúne equitação, saúde e educação – ratificam a possibilidade de reabilitação até mesmo para pessoas com deficiências severas. O tratamento pode ser aplicado em diversas situações e permite uma interação com o animal que ultrapassa o condicionamento físico.

Associação Equoterapia de Santos atende 75 pessoas por ano gratuitamente. Imagem: blog Vencer Limites

Associação Equoterapia de Santos atende 75 pessoas por ano gratuitamente. Imagem: blog Vencer Limites

“Atendemos crianças com deficiência física ou intelectual, e todas são beneficiadas de alguma forma. Além do trabalho de força muscular, equilíbrio e coordenação, trabalhamos memória, fala e até a inciativa dessas crianças. Nós buscamos a independência da criança, para que ela saiba tomar uma decisão”, explica Fernanda Racolto Mendes, fisioterapeuta da Associação Equoterapia de Santos, no litoral sul de SP, projeto mantido pela Prefeitura desde 2004 que atende 75 pessoas por ano e tem uma fila de espera que pode chegar a 36 meses.

“O movimento de andar do cavalo tem 95% de semelhança com o do humano. Quando uma criança que não anda está em cima do cavalo, o cérebro dela interpreta aquele movimento como uma caminhada. E essa criança passa a adquirir força muscular na perna, que ela não exercita porque não fica em pé”, destaca a fisioterapeuta.

“O movimento tridimensional – para frente, para trás e para os lados – é transferido do cavalo para a criança e algumas fazem referência à sensação de caminhar, de liberdade”, conclui Fernanda.

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