Meu bebê tem deficiência

Meu bebê tem deficiência

Psicóloga que coordena projeto em Portugal fala sobre como orientar mães e pais a lidar com o nascimento e a criação de um filho com deficiência. Evento na sede da Best Buddies Brasil, em São Paulo, marcou o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Luiz Alexandre Souza Ventura

29 Março 2017 | 11h31

Julia Serpa Pimentel é professora do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA) de Lisboa (Portugal). Imagem: Divulgação/Best Buddies Brasil

Julia Serpa Pimentel é professora do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA) de Lisboa (Portugal). Imagem: Divulgação/Best Buddies Brasil

O nascimento de uma criança com deficiência pode gerar muitas incertezas e conflitos existenciais, com uma mistura de reações, da rejeição ao sofrimento, da aceitação ao amor, alterando de forma substancial o recebimento do bebê. Organizar as emoções e amenizar as inseguranças sobre essa situação são fundamentais para garantir equilíbrio à família.

Em recente visita ao Brasil, Julia Serpa Pimentel, professora do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA) de Lisboa (Portugal), apresentou em uma palestra na sede da Best Buddies Brasil, em São Paulo, detalhes sobre o projeto ‘Oficinas de Pais (Associação Pais em Rede)’ criado em 2008, e coordenado por ela, que conscientiza e informa sobre o nascimento e a criação de um filho com deficiência.


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O evento ‘Cuidando de quem cuida 2017 – I Road Show Empathiae’, que marcou o Dia Internacional da Síndrome de Down (21/3), foi realizado em Belo Horizonte, Vitória, Caxias do Sul e São Paulo, com a meta de sensibilizar sociedade e equipes de saúde sobre a importância da atenção à família e ao cuidador da pessoa com deficiência.

“Fazer parte de uma família é a primeira experiência de viver em sociedade que uma criança tem”, afirma Roberta Cruz Lima, diretora da Best Buddies Brasil. Participaram também Ives Alejandro Munoz, filósofo e professor, membro do Consejo Independiente de Protección de la Infancia (CIPI), e Mônica Xavier, presidente e fundadora do Instituto Empathiae.

Julia Serpa Pimentel, Ives Alejandro Munoz, Roberta Cruz Lima e Mônica Xavier. Imagem: Divulgação/Best Buddies Brasil

Julia Serpa Pimentel, Ives Alejandro Munoz, Roberta Cruz Lima e Mônica Xavier. Imagem: Divulgação/Best Buddies Brasil

Alguns trechos da palestra de Julia Serpa Pimentel estão em vídeos publicados na internet. No encontro, a especialista destacou o caso de pais que chegaram a “culpar o mundo” pelo fato de conceberem um bebê com deficiência. “Oferecer suporte, prestar assistência social e assessoria psicológica aos pais da criança são as missões do projeto”.

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