Secretaria reúne especialistas para melhorar transporte acessível em São Paulo

Secretaria reúne especialistas para melhorar transporte acessível em São Paulo

Ação liderada pela pasta da pessoa com deficiência vai avaliar Atende, sistema de táxis acessíveis, Bilhete Único Especial e a emissão do Cartão DeFis. Participam técnicos que atuam nos serviços para otimizar e requalificar o setor. "É fundamental trabalhar com a releitura de novos processos de produtividade", diz o secretário Cid Torquato, que prevê mudanças já nas próximas semanas.

Luiz Alexandre Souza Ventura

23 Junho 2017 | 12h33

Relação direta entre o cidadão com deficiência e a pessoa que presta o serviço é avaliada. Imagem: Reprodução

Relação direta entre o cidadão com deficiência e a pessoa que presta o serviço é avaliada. Imagem: Reprodução



O transporte público acessível para pessoas com deficiência da cidade de São Paulo está em constante avaliação, principalmente pelo cidadão, que usa ônibus, metrô, táxi, trens e outros serviços diariamente, espera sempre que o poder público cumpra suas obrigações e ofereça acessibilidade com qualidade, conforto e segurança. Aprimorar essa oferta e acompanhar a evolução de equipamentos e tecnologias é fundamental.

Por isso, uma ação liderada pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) – com a participação da Secretaria de Transportes, da CET e da SPTrans – está avaliando todos os serviços voltados ao cidadão que precisa de recursos acessíveis para se locomover.

Grupos formados por especialistas que trabalham no Atende, no sistema de Táxi Acessível, no Bilhete Único Especial e na emissão do Cartão DeFis participam de reuniões conjuntas e discutem como otimizar e requalificar esses serviços para, em um prazo de 90 dias, implementar modificações. O trabalho já está em andamento.

Cursos explicam de que forma a pessoa precisa ser atendida. Imagem: Reprodução

Cursos explicam de que forma a pessoa precisa ser atendida. Imagem: Reprodução


“Teremos novidades já nas próximas semanas”, afirmou em entrevista ao #blogVencerLimites o secretário da pessoa com deficiência, Cid Torquarto. “A duração máxima de cada grupo é três meses. Nesse período, e até antes, haverá modificação. É provável que as primeiras novidades sejam sobre o Atende”.

Entre os pontos críticos que precisam ser atacados com prioridade, Torquato destaca a logística e as tecnologias usadas atualmente, sempre com releitura dos processos, inclusão das demandas que a SMPED recebe diariamente dos cidadãos e informações que chegam à Ouvidoria do município.

“Os grupos foram criados e pensados para atender as demandas da população”, ressalta o secretário. “No caso de pessoas com deficiência severas, avaliamos a ampliação do tempo de uso do Bilhete Único Especial sem a necessidade de comparecer ao órgão público para a renovação do serviço”.

Leia também ➡ Desafios da acessibilidade em São Paulo (clique aqui). Imagem: Divulgação

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Outro ponto que está em discussão é a relação direta entre o cidadão com deficiência e a pessoa que presta o serviço, como motoristas de ônibus, funcionários do metrô e dos trens, agentes de trânsito, etc.

“A CET promoveu recentemente requalificação de todos os agentes da cidade. E foi incluído no conteúdo dessas aulas – foram 44 turmas – a atenção à pessoa com deficiência na rua”, diz Torquato.

“O processo deve ser contínuo. Estamos elaborando cursos de sensibilização, reforçando sempre a humanização, apresentando nomenclaturas, legislação, explicando de que forma a pessoa precisa ser atendida, até mesmo nos detalhes, se o servidor deve ou não dar a mão, pegar no braço, empurrar a cadeira, de que maneira deve se comunicar com alguém que tem deficiência auditiva, como abordar uma pessoa cega, com orientações sobre a conduta no dia a dia”.

O secretário afirma que a melhor maneira de melhorar essa relação é investindo no conhecimento, com a capacitação do servidor, repetindo sempre que necessário tudo o que já foi apresentado. Cid Torquato destaca a participação da secretária adjunta, Marinalva Cruz, nesse trabalho.

“As pessoas que dão aula nesses cursos têm deficiência, exatamente para que as experiências apresentadas sejam reais. Em tempos de crise e poucos recursos, você tem que fazer mais com menos. É preciso usar a criatividade e trabalhar com a releitura de novos processos de produtividade”.

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