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Aplicativos criados para pessoas com deficiência

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ACESSIBILIDADE

Aplicativos criados para pessoas com deficiência

Conheça alguns aplicativos criados especificmente para pessoas com deficiência, que são bastante elogiados pelos usuários.

Luiz Alexandre Souza Ventura

30 Agosto 2014 | 12h28

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O que você precisa saber sobre pessoas com deficiência

Tecnologia acessível, que possibilita a criação de softwares voltados especificamente para pessoas com deficiência, é um mercado em crescimento. Ainda existem muitas lacunas a serem preenchidas, mas o cenário é promissor, principalmente no que diz respeito ao entendimento das necessidades individuais dos usuários.

Neste post, reuni alguns já divulgados, que são bastante elogiados.

A Fundação Dorina apresentou na a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, oDDReader, aplicativo gratuito (em português, espanhol e inglês) de leitura de livros digitais, em formato DAISY 3.0. É compatível com livros somente texto, somente áudio com navegação, e texto com áudio. Os livros podem ser lidos por voz sintetizada, narração pré-gravada ou somente em texto na tela. Uma camada com seis áreas de toque permite o acesso a todos os comandos e a navegação por frases, capítulos, itens na biblioteca e no índice.

Entre os principais recursos do app estão o acesso a todos os comandos por toque, eco de comandos em voz sintetizada, marcadores e anotações, busca por palavras e expressões, histórico, soletração, zoom ajustável, navegação por até seis níveis de índice, leitura opcional de notas de rodapé e números de página, e (em breve) download de livros a partir de bibliotecas online. O DDReader foi desenvolvido pela Fundação Dorina em parceria com a Results, empresa de softwares acessíveis.

O browser eSSENTIAL Accessibility (gratuito para o usuário final), criado no Canadá especificamente para pessoas com deficiência, permite acesso a internet, sites e redes sociais, sem uso das mãos. Com a imagem captada pela webcam, o usuário encaixa o rosto na tela e comanda, com os movimentos da cebeça, cursor e teclado virtual. Além disso, é possível fazer operações por voz. E existe também uma funcionalidade que transfere o texto para áudio.

‘Clapp-in’ promete ‘dar voz’ às pessoas com deficiência no que diz respeito à acessibilidade de espaços públicos e privados. Disponível apenas n Google Play (as versões para Apple Store e Windows Phone estão em produção), o software tem uma lista de itens a serem avaliados e permite ao usuário ‘aplaudir’ ou não o local escolhido. Rampas, elevadores, sinalizações, traduções em Libras, versões em Braile, audiodescrição e outros aspectos estão incluídos. A principal vocação desta iniciativa é servir de ferramenta para que as pessoas possam compartilhar suas notas e opiniões. A ideia é fomentar a melhoria dos serviços e estimular turismo e lazer, em suas diversas vertentes. O app é integrado com o Google Maps, o que permite marcar os locais visitados.

Hearing Aid alerta pessoas com deficiência auditiva sobre situações de emergência, como sirenes de ambulâncias, viaturas da polícia e dos bombeiros, alarmes de incêndio e detectores de fumaça. Criado pelo grupo Grey, em parceria com a Singapore Association for the Deaf, o app processa sons do ambiente e transforma em notificações visuais e vibrações, que duram aproximadamente 20 segundos. É possível também customizar outros alarmes, criando um banco de dados com notificações. No Google Play Store, o Hearing Aid custa R$ 2,13. Não encontrei versões para iOS e Windows Phone.

O ProDeaf, que traduz para Libras (Língua Brasileira de Sinais) textos e áudios em português, em tempo real, tem diferentes tipos de uso

ProDeaf Móvel – Criado para tablets e smartphones, é gratuito e tem uma bases de dados, com sinais em Libras, que recebe novas informações do próprio usuário. Está disponivel para Android, iOS e Windows Phone.

ProDeaf Web – Usado a partir do Facebook, está disponível em http://web.prodeaf.net. Para instalar, é necessário login e senha da rede social.

WebLibras – Disponível neste blog, faz a tradução é automática, mas evita o uso de português sinalizado. Aplica tempos verbais, ajuste sintático da ordem das palavras, com uso de expressões faciais, entre outros itens existentes em Libras. A empresa afirma que não é possível garantir 100% de equivalência semântica entre o conteúdo original e o traduzido.

Como funciona – Instale o plugin Unity Web Player. Na sequência, escolha o modo Libras clicando no ícone azul e branco que aparece no topo da tela. Será aberta uma janela com um personagem 3D (batizado de Artur). Ele vai aguardar a indicação do conteúdo que deve ser traduzido. A pessoa precisa apenas escolher uma palavra, linha ou parágrafo que deseja traduzir. O WebLibras vai começar a tradução do ponto indicado pelo usuário e seguirá, automaticamente, até o fim do texto.

ProDeaf – Crie seu sinal – A partir de sua conta no Facebook, acesse o link http://web.prodeaf.net/CriarSinal e instale o plugin. Após a instalação, com o auxílio do mouse, o faça movimento que quiser – correspondente ao sinal que deseja criar – e verifique se o personagem 3D executa o movimento como esperado. Pronto, o sinal criado já pode ser compartilhado por meio do ProDeaf Web.

João Paulo Oliveira, CEO do ProDeaf, afirma que a proposta é “ampliar o dicionário de palavras, com base na experiência de quem utiliza a Libras para se comunicar diariamente. Nossa meta é facilitar cada vez mais a comunicação entre surdos e ouvintes. E a possibilidade de criar sinais é uma maneira de aprimorarmos nossas ferramentas com a contribuição efetiva daqueles que realmente utilizam a Libras para se comunicar e, principalmente, coletar sinais usados pelas comunidades surdas que nós, muitas vezes, nem conhecemos”.