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70% dos PMs do Amazonas estão em greve, diz associação de classe

Luciana Dias, especial para O Estado - O Estado de S. Paulo

28 Abril 2014 | 13h 22

Grupo se reuniu na noite de domingo e decidiu iniciar paralisação nesta segunda; governador do Estado afirmou que vai dialogar com policiais

Atualizada às 16h50

MANAUS - Os Policiais Militares em Manaus, capital do Amazonas, aprovaram greve, após assembleia geral, na noite de domingo, 27, em frente à Arena da Amazônia. Pelas redes sociais circulam mensagens de que a PM não estará nas ruas, o que deve elevar o número de assaltos e roubos. Apesar do clima de insegurança e incerteza, a Secretaria de Segurança Pública não registrou, até o início da tarde desta segunda, nenhuma ação de criminalidade resultante da paralisação dos PMs.

Atualmente a tropa da PM tem cerca de 1.400 militares. Segundo a Associação dos Praças do Estado do Amazonas, 70% destes homens aderiram ao movimento.Os grevistas reivindicam melhores condições de trabalho, aumento salarial, auxilio alimentação e adicional noturno.

Nesta segunda-feira, 28, o governador José Melo, disse em entrevista a uma rádio local que ele mesmo tratará do assunto. "Sou homem do diálogo e se eles tem reivindicações vamos discutir". No caso do aumento salarial, segundo o Governo do Estado, o soldado entra na PM do Amazonas com salário de R$2.800, com correção anual de 16%. Os PMs grevistas pedem reajuste salarial de 25%.

Melo informou ainda que os policiais militares do Estado voltarão ao trabalho a partir da tarde desta segunda. O governador defendeu também modificações na legislação que dispõe sobre a promoção de praças. Ele disse que as alterações devem ser discutidas por meio de diálogo com a classe.