9,9 milhões de jovens não trabalham nem estudam; 26% procuram emprego

9,9 milhões de jovens não trabalham nem estudam; 26% procuram emprego

Maioria é mulher, vive no Nordeste, tem entre 18 e 24 anos, é parda, na classificação de raça, e tem em média 8,6 anos de estudo

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2014 | 10h00

RIO - As boas notícias sobre o acesso dos pobres à universidade não atenuam outros fenômenos já detectados em pesquisas anteriores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como o contingente de jovens que não estudam nem trabalham, conhecidos como "geração nem nem". Uma em cada cinco pessoas (20,3%) de 15 a 29 anos estavam nesta condição em 2013. São 9,949 milhões de jovens. No ano anterior, o porcentual era semelhante: 19,7%.

Os números mostram que nem todos os integrantes da "geração nem nem" estão acomodados nesta condição: 26,3% desses jovens estão procurando emprego. Essa proporção é bem maior entre os homens (36,6%) que entre as mulheres (21,6%).

Em números absolutos: 7,332 milhões de jovens não estudam, não trabalham e não procuram emprego e são chamados "nem nem nem". Outros 2,617 milhões estão fora do mercado de trabalho e das salas de aula, mas procuram emprego. 

A maior concentração de "nem nem" é mulher, vive no Nordeste, tem entre 18 e 24 anos, é parda, na classificação de raça, e tem em média 8,6 anos de estudos. No total de jovens de 15 a 29 anos, a média é de 9,4 anos de estudo. Entre os que estudam e trabalham, chega a 10,4 anos. 

Mais da metade (57%) das mulheres que não estudam nem trabalham tem pelo menos um filho, e a presença das crianças é um fator de impedimento para que exerçam alguma atividade além das tarefas domésticas. 

Em outro corte, o IBGE estudou a população de 16 a 24 anos não economicamente ativa (não trabalha nem procura emprego). Quatro em cada dez jovens nessa situação não estavam no sistema de ensino, ou seja, não trabalham, não procuram emprego e não estudam. São 4,6 milhões de pessoas.

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