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À CPI, Jobim diz que havia excesso de operações em Congonhas

Renata Veríssimo, do Estadão

08 Agosto 2007 | 11h 12

Ministro da Defesa fala sobre a crise aérea em depoimentos ao senadores da CPI do Apagão Aéreo

Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo do Senado, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, contou aos parlamentares sobre a vistoria que fez no Aeroporto de Congonhas. Logo após sua posse, Jobim foi ao aeroporto, onde o Airbus da TAM se chocou com um prédio da empresa e matou 199 pessoas no dia 17 de julho. Segundo Jobim, foi constatado que havia no aeroporto um movimento excessivo de pousos e decolagens.   Jobim pede mais investimentos para o Ministério da Defesa Infraero e Anac prestarão contas a cada 15 dias, diz Jobim Jobim defende aumento de multas para aéreas Anac vai estudar espaço entre poltronas, diz Jobim   "O aumento da demanda aérea de passageiros foi muito superior ao aumento de vôos. Isso faz com que recorramos a menores espaços para abrigar maiores aeronaves com maior número de passageiros", afirmou Jobim aos senadores. Para ele, "há uma sobreposição de responsabilidades e competências." Com isso, quando há algum acidente, como no caso do vôo 3054 da TAM, " o culpado acaba sendo sempre o outro."   O ministro foi convocado para esclarecer as competências referentes a cada órgão do setor aéreo. De acordo com a declaração do ministro, não cabe nem à Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), nem à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fazer determinações políticas, mas executar medidas e procedimentos   Jobim também esclareceu que o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac)determinou a redistribuição de passageiros de Congonhas para o Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos. "A idéia é transferir parte dos vôos de taxi aéreo para Jundiaí", segundo Jobim.   Segundo o ministro, Congonhas é o ponto de distribuição de vôos do País, o "centro nervoso do Brasil". A idéia é fazer com que o aeroporto deixe de ser ponto de escala para oferecer apenas vôos diretos. Serão retirados do aeroporto 151 vôos, disse Jobim.   De acordo com o ministro, alguns aeroportos do País tem capacidade de operação ociosa, como em Curitiba e o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (que passará a receber vôos para Europa, Américas e Nordeste).  "Temos de otimizar os demais aeroportos brasileiros", disse.   Investimentos   O ministro da Defesa defendeu o retorno dos vôos regionais no Brasil. Em depoimento aos senadores da CPI do Apagão Aéreo nesta quarta-feira, 8, Jobim afirmou que o Brasil é o único país no mundo que não compra avião da Embraer por não ter onde voar. "Temos que reformular a malha aérea para dar espaço à aviação regional", afirmou.   De acordo com o ministro, é importante traçar uma malha aérea que possa dar visão a todo o conjunto nacional. Jobim também anunciou que na próxima semana o ministério deve começar a otimizar os investimentos para os aeroportos do País.   Jobim contou que está negociando com o governo mais investimentos para os aeroportos. Segundo ele estão previstos no Programa e Aceleração do Crescimento (PAC) R$ 3 bilhões para os aeroportos, mas que o presidente Lula já determinou um estudo para aumentar esses recursos no programa.   O depoimento de Jobim estava marcado para às 10 horas, mas foi adiado por conta da votação do novo presidente na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, em substituição ao senador Antonio Carlos Magalhães, que morreu em 20 de julho

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