A herança de Dilma é difícil

TRÊS PERGUNTAS PARA...

Roldão Arruda, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2011 | 00h00

José Luiz Penna

1.Como vê a crítica de Marina aos atuais partidos, que teriam perdido o contato com a sociedade?

É muito ruim esse esforço de desmoralização da vida partidária e política. Não acho estratégico, porque não estamos assim tão distantes da ditadura militar. Temos que lutar para que os partidos tenham o melhor desempenho possível.

2. O que acha do governo de Dilma Rousseff?

Ainda não sabemos se vai conseguir fazer um governo de acordo com a sua própria visão das coisas ou não. As dificuldades da herança que recebeu são grandes e a aliança que a elegeu é complicada, para não dizer atrasada. Ela tem feito sinais interessantes de mudança, como a aproximação com FHC e com o PV - no debate do Código Florestal.

3.Por que o senhor decidiu falar só agora? Por que não debateu as propostas apresentadas publicamente por Marina e seu grupo político?

Não quisemos bater boca na mídia. Mas fizemos gestos de boa vontade, como na ocasião em que a colocamos na abertura do programa de dez minutos do PV na televisão. Houve grandeza da nossa parte. Esperei muito que Marina fizesse como Pedro I e dissesse aos verdes: "Diga ao povo que fico". Mas ela não fez.

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