A petista, o tucano e a ''nova'' gerência

Depois de uma relação conturbada com o inquilino anterior do Palácio do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deu indícios ontem de que pretende ter convivência administrativa mais próxima com Dilma Rousseff.

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

17 Março 2011 | 00h00

Após encontro com a presidente no Palácio do Planalto, Alckmin seguiu para um almoço com oito deputados da bancada paulista do PSDB, em um clube de golfe, durante o qual afirmou ter ficado bem impressionado com Dilma. De acordo com relato dos presentes, o governador teria sido surpreendido pelo cardápio colocado pela presidente: concessões, parcerias público-privadas, choque de gestão e outros assuntos que fazem parte da pauta tucana.

No encontro, Dilma disse que, se não investisse nada neste ano, já gastaria um orçamento inteiro somente com os restos a pagar de 2010. Defendeu concessões nos aeroportos e o papel das parcerias público-privadas como forma de aumentar os investimentos em infraestrutura. Falou ainda sobre a renovação dos contratos de concessão de energia e gás, de modo que haja uma queda na tarifa para os consumidores.

Alckmin destacou que a reunião durou uma hora a mais do que o previsto. Após o encontro, o governador concluiu que Dilma tem uma dinâmica de trabalho bem diferente da do ex-presidente. Para ele, a petista opera mais como uma "gerente", característica que, curiosamente, atribuiu a si mesmo durante a campanha presidencial de 2006, quando enfrentou Lula.

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