ABI critica tentativa de fiscalização sobre a mídia

"O mais preocupante da fala do ministro Franklin Martins em relação à regulamentação é quando ele fala em fiscalizar a imprensa." A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo. "Isso é um absurdo porque quem deve fiscalizar a imprensa é a opinião pública e não o Estado."

Moacir Assunção, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2010 | 00h00

Azêdo considera, no entanto, que toda discussão sobre temas relacionados à imprensa e à liberdade de expressão é saudável. "Claro que a primeira premissa destas discussões deve ser o que diz a Constituição, segundo a qual nenhuma lei pode se constituir em embaraço à livre circulação da informação e à opinião."

Professor da Escola de Comunicação e Arte (ECA) da USP e colaborador do Estado, Eugênio Bucci, por sua vez, ironizou a ida do ministro à Europa para tratar de regulação da mídia. "Ele (Franklin) deve mesmo ir à Europa, porque lá há ótimas experiências no setor. Não deve, entretanto, viajar para a Venezuela ou China ou mesmo pegar ideias no Ministério das Comunicações do Brasil, que tem feito tudo errado na área", disse.

Bucci defende que somente o setor de radiodifusão tenha regulação estatal, porque o espectro é curto para acomodar as redes de TV e rádio. "A mídia impressa, ainda bem, não depende em nada do Estado para funcionar. Assim, não precisa de regulação".

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse que não vai se pronunciar sobre a proposta de Franklin.

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