Ação da empresa na Bolsa cai 9%

Acidente derruba credibilidade do setor, diz analista

Téo Takar e Alberto Komatsu, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2007 | 05h14

As ações de empresas do setor aéreo registraram pesadas baixas ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A maior delas foi, evidentemente, a da TAM. Os papéis preferenciais (PN) da companhia despencaram 9,08% - maior queda da Bovespa ontem. As ações da Gol recuaram 2,64%. Os ADRs (recibos de ações negociados nas bolsas americanas) das duas empresas seguiram a tendência: os da TAM perderam 9,04% e os da Gol, 2,37%. ''''Esse acidente derruba a credibilidade de todo o setor, e não apenas das empresas'''', disse o analista Eduardo Puzziello, da Fator Corretora. Um analista de aviação de um grande banco disse que o acidente com o vôo 3054 repercutiu muito mal entre os investidores estrangeiros. ''''A visão deles é a de que há uma desorganização muito grande nos investimentos feitos pelo governo, que até agora não conseguiu resolver a crise aérea'''', comentou. LIDERANÇA A TAM é a empresa que mais transporta passageiros no País desde 2002, quando embarcou 13 milhões de pessoas. Em junho, último dado disponível, a companhia se manteve no topo desse ranking, com 49,11% do fluxo de passageiros transportados por quilômetro. A liderança nos vôos ao exterior, entre as empresas brasileiras, veio em agosto do ano passado. Atualmente, a TAM responde por 69,63% da demanda para fora do Brasil. A frota da TAM é a maior do País, com 105 aviões com idade média de 7,8 anos, segundo levantamento do site especializado Aviação Brasil. É a menor média de idade entre as empresas aéreas brasileiras e uma das mais baixas do mundo. Até o final deste ano, a TAM planejava ter 112 aviões (plano feito antes do acidente). Dezesseis mil pessoas trabalham na empresa, que teve início em 1971 como Táxi Aéreo Marília, uma união entre amigos pilotos, entre os quais o comandante Rolim Adolfo Amaro, um jovem piloto de 21 anos que comprou um avião Cessna, para três passageiros. Rolim, o responsável pelo crescimento da empresa, morreu em um acidente de helicóptero em 2001.

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