Fábio Motta/AE
Fábio Motta/AE

Ação no Rio prende 30 a 10 dias da visita do Papa

Policiais da 15ª DP e da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) entraram na comunidade para cumprir 58 mandados de prisão

Heloísa Aruth Sturm e Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

13 Julho 2013 | 12h08

Atualizada às 17h15

RIO - Pelo menos 30 pessoas foram presas durante operação de combate ao tráfico de drogas realizada na manhã deste sábado na Rocinha, zona sul do Rio. A operação ocorre a dez dias da chegada do papa Francisco para o encontro da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada entre os dias 23 a 28 de julho, no Rio.

Batizada de "Paz Armada", a operação teve início ainda durante a madrugada de sábado, quando policiais a 15ª DP e da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) entraram na comunidade para cumprir 58 mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio. Entre os detidos, 21 tinham mandado de prisão e nove foram presos em flagrante, informou o delegado Ruchester Marreiros, adjunto da 15ª Delegacia de Polícia (Gávea).

Os policiais procuravam traficantes que permaneceram na comunidade mesmo após a favela ter sido pacificada. A Polícia Civil afirma que cerca de 90 traficantes continuam atuando na Rocinha, de acordo com monitoramento realizado nos últimos três meses.

Entre os presos há dois integrantes do bando que fez 35 reféns, entre hóspedes e funcionários, no Hotel Intercontinental, em São Conrado, em agosto de 2010.

O processo de pacificação da Rocinha teve início em novembro de 2011, com a prisão de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico no local. Em setembro do ano passado, foi instalada ali a 28ª UPP do Estado, com um efetivo de 700 policiais militares. Eles patrulham as 25 subcomunidades existentes na área de 840 mil m² onde vivem cerca de 70 mil pessoas.

Escutas telefônicas e imagens de monitoramento de câmeras de segurança auxiliaram nas atuais investigações da polícia, que identificou cerca de cem bocas de fumo operantes na favela. Os policiais também detectaram que Nem, mesmo preso, continua atuando no esquema do tráfico na favela da Rocinha.

Vidigal. A 15ª DP também investiga o assassinato de um homem ocorrido na tarde de sexta-feira, a cem metros da UPP Vidigal, favela de São Conrado vizinha à Rocinha.

Rodrigo Pessoa Ramos foi atingido no rosto enquanto lavava uma moto em seu lava a jato. Ele chegou a ser socorrido por policiais da unidade e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde morreu na manhã de sábado. Ele não tinha antecedentes criminais e deixou dois filhos. Durante a madrugada, um tiroteio assustou moradores no Vidigal. Mas não houve confronto no local e uma busca foi feita na região.

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