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Acusado de acender rojão foi investigado por tráfico de drogas, diz polícia

Fábio Grellet e Marcelo Gomes - O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2014 | 17h 31

Em ocorrências há quatro anos não foi comprovada nenhuma conduta ilícita de Caio Silva de Souza

RIO - Caio Silva de Souza, acusado de acender o rojão que atingiu e matou o cinegrafista Santiago Andrade, foi investigado em duas ocasiões pela Polícia Civil por envolvimento com tráfico de drogas, segundo a assessoria da instituição.

Os dois casos ocorreram em 2010, e as investigações foram realizadas pelas delegacias de Mesquita (53.ª DP) e Comendador Soares (56.ª DP). Mas, nos dois casos, não se comprovou nenhuma conduta ilícita de Souza e ele não foi indiciado.

Nesta segunda-feira, questionado pela imprensa sobre as passagens de Caio pela polícia, o delegado da 17.ª DP (São Cristóvão), Maurício Luciano de Almeida e Silva, que investiga o caso do cinegrafista, afirmou que, pelo que lembrava "de cabeça", Souza tem duas passagens registradas após o início da onda de manifestações, em junho passado. Em uma delas, teria sido acusado de "crime de menor potencial ofensivo". No segundo registro, figura como vítima de agressão, durante um protesto.

Essas duas passagens, porém, não foram confirmadas nesta terça-feira, 11, pela assessoria da Polícia Civil. Souza mora em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Procurado. Policiais da 17.ª Delegacia de Polícia (DP), em São Cristóvão, zona norte, fazem buscas em diversos pontos do Estado do Rio para cumprir o mandado de prisão temporária expedido contra Caio Silva de Souza. De acordo com as investigações, Souza foi quem lançou o rojão, em protesto no dia 6, que matou o cinegrafista da Band, Santiago Andrade, de 49 anos. O mandado de prisão por homicídio doloso qualificado por uso de explosivo foi expedido na noite desta segunda-feira, 10, pela Justiça.

Pela imagem, Souza é um homem pardo, de olhos escuros, cabelo curto, lábios grossos, sobrancelha bem delineada e uma pinta do lado direito, perto da boca. De acordo com as informações fornecidas pelo tatuador Fábio Raposo, de 22, preso na Penitenciária Bandeira Estampa, em Bangu, zona oeste, ele é uma pessoa violenta. "Além do grande porte físico, ele se envolveria constantemente em brigas durante as manifestações", afirmou o delegado da 17ª DP, Maurício Luciano de Almeida.

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