1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Adolescente que sofreu agressão no Rio não reconhece grupo de jovens detidos

Fábio Grellet - O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2014 | 22h 48

Vítima afirmou que já viu alguns de seus agressores fazendo exercícios em academia de musculação ao ar livre

RIO - O adolescente torturado e preso pelo pescoço a um poste no Aterro do Flamengo na última sexta-feira, 31, não reconheceu nenhum dos 14 jovens detidos como seus agressores. Durante depoimento à delegada Monique Vidal, da 9ª DP (Catete), no início da noite desta quarta-feira, 5, foram mostradas as fotos de jovens presos sob acusação de agredir dois rapazes no Aterro.

Apesar de não reconhecer as fotografias, a vítima afirmou que já viu alguns de seus agressores fazendo exercícios em uma academia de musculação ao ar livre na mesma região.

O adolescente stava desde o dia 25 de janeiro em um abrigo da prefeitura, no centro do Rio. Ele já conhecia a diretora da unidade e aguardou ela voltar de férias nesta quarta-feira, 5, para narrar as agressões que sofreu. Após conversar com a diretora, o adolescente prestou depoimento à Polícia Civil e será conduzido a um abrigo.

Caso. De acordo com relato do adolescente, ele e três amigos seguiam para a Praia de Copacabana, pela Avenida Rui Barbosa, na sexta-feira, 31, à noite, quando foram abordados por cerca de 30 pessoas em 15 motos. Os quatro tentaram fugir, mas ele e outro menino pararam ao ver um dos homens armados com uma pistola 9 mm e foram capturados. Segundo o relato, os dois apanharam e o amigo conseguiu fugir. O adolescente foi, então, preso ao poste. Os agressores escaparam.

'Justiceiros'. O morador do Flamengo, de 22 anos, que admitiu em depoimento "patrulhar o Aterro em busca de autores de delitos", publicou no Twitter, em 9 de janeiro, o "novo esporte" que tinha começado a praticar com os amigos: "caçar vagabundo roubando para meter a porrada". Na rede social, Lucas Correia Pinto Felício afirmou que estava com "vontade de comprar uma arma e dar tic tac nesses vagabundos todos".

Em seu perfil no Twitter, Felício também publicou a seguinte mensagem: "Vou caçar mais de um milhão de vagabundo (sic) por aí, eu só quero bater em você e quando acordar vou te matar rs". Nenhum dos 220 seguidores de Felício comentou ou replicou as postagens. A última mensagem do perfil é de 14 de janeiro. Ele é um dos dois detidos na segunda sob acusação de tentar agredir dois jovens. Em depoimento à polícia, os detidos confirmaram ter marcado um encontro pelo Facebook para fazer a "patrulha". Procurado pela reportagem, ele não foi localizado.

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo