Adversários de 2º turno no AP brigam por Dilma

Petista não confirmou se vai ao Estado, mas os dois candidatos ao governo brigam para tê-la em seu palanque

Alcinéa Cavalcante, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2010 | 00h00

MACAPÁ

Se decidir fazer campanha no Amapá nas próximas semanas, a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) enfrentará um dilema: em qual palanque fará comício. Os dois concorrentes ao governo estadual que vão disputar o segundo turno, Lucas Barreto (PTB) e Camilo Capiberibe (PSB), apoiaram Dilma na eleição de domingo.

O pessebista diz ter prioridade, alegando que o PSB está coligado ao PT. Capiberibe não comentou a possibilidade de abrir espaço ao adversário em seu palanque para receber Dilma.

A coordenação da campanha do candidato do PTB acha improvável que isto aconteça e afirma que Dilma terá de subir nos dois palanques.

Desde 1989, o PT nunca perdeu uma eleição presidencial no Amapá. Dilma foi a mais votada no primeiro turno: recebeu 47,38% dos votos, enquanto José Serra (PSDB) teve menos da metade, 21,36%, ficando atrás de Marina Silva, do PV (29,71%).

A disputa entre Barreto (28,93% dos votos) e Capiberibe (28,68%) será dura e ambos buscam formar alianças para o segundo turno. Capiberibe disse que vai procurar todos os partidos políticos "com exceção do PMDB de José Sarney" - o que em tese incluiria o PP do governador Pedro Paulo Dias, preso pela Operação Mãos Limpas. A preferência dele é pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Amanajás (PSDB) - também investigado -, que ficou em terceiro lugar na disputa pelo governo. Capiberibe também negocia o apoio de Jorge Amanajás.

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