Advogadas do PCC são condenadas por ataques

As advogadas Valéria Dammous e Libânia Catarina Fernandes Costa foram condenadas a 5 anos e 8 meses de prisão, em regime aberto, por ligações com o PCC. A decisão é do juiz José Roberto Cabral Longaretti, que também condenou três presos, responsabilizando-os, juntamente com as advogadas, pelos conflitos ocorridos entre maio e junho de 2006. Na mesma sentença, anunciada no último dia 17 e ainda não publicada, o juiz absolveu o advogado Eduardo Diamante. Ele e Valéria são de Presidente Prudente - Libânia atuava na Baixada Santista. Além da prisão, os acusados terão de pagar mais R$ 27,4 milhões de indenização ao Estado por danos ao patrimônio público, como as depredações nos presídios de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Junqueirópolis, Mirandópolis, Getulina, Itirapina, Santos e São Paulo. Agentes penitenciários se tornaram reféns de detentos amotinados. Por isso, as advogadas e os presos Orlando Mota Júnior, o Macarrão, Cláudio Rolim de Carvalho, o Polaco, e Anderson de Jesus Parro, o Moringa, também foram condenados por cárcere privado. Macarrão teve a pena aumentada em 6 anos e 10 meses; Polaco, em 6 anos; e Moringa, em 6 anos e 11 meses. Os cinco também são acusados de formação de quadrilha, rebeliões e danos ao patrimônio público.

Sandro Villar, Presidente Prudente, O Estadao de S.Paulo

22 Outubro 2008 | 00h00

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