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Advogado de acusados pela morte de cinegrafista pede habeas corpus

Roberta Pennafort - O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2014 | 17h 23

Jonas Tadeu Nunes alega que os jovens não oferecem perigo à sociedade

RIO - O advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, acusados da morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, entrou nesta segunda-feira, 24, com pedido de habeas corpus para os jovens na Justiça do Rio. Nunes alega que eles não oferecem perigo à sociedade e se dispõem a comparecer a todos os autos do processo, por isso não há necessidade de mantê-los presos preventivamente.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra eles por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, sem dar chance de defesa à vítima e com emprego de explosivo. Santiago Andrade, que trabalhava na Band, registrava imagens de um protesto contra o aumento das passagens de ônibus, no centro do Rio, quando foi atingido por um rojão na cabeça. O cinegrafista morreu no dia 6.

"É um direito constitucional deles (responder em liberdade). O enquadramento legal dado a eles é de exceção, foi pelo clamor da sociedade. Isso não existe no ordenamento jurídico", sustenta o advogado. "O que aconteceu está longe de ser um homicídio qualificado. Foi em decorrência de uma irresponsabilidade e negligência. Eles querem pagar, mas que não haja exceção."