Advogado diz que contrato ''não foi implementado''

José Antonio Almeida afirma que não atuou direto para cooperativa, mas admite ter recebido por um ''trabalho extra''

, O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2010 | 00h00

O advogado José Antonio Almeida afirmou que não atuou como "advogado direto" da cooperativa. Em entrevista ao Estado, ele disse que o contrato de R$ 1 milhão não foi fechado. "Não sei se chegou a ser assinado, mas se foi, não chegou a ser implementado", afirmou. "Não foi dado sequência a esse trabalho, não. Fiquei apenas com um contrato mensal", completou. "Se não me engano, equivalia a 10, 12 salários mínimos, valor mensal. É mais ou menos o parâmetro da época."

Questionado depois sobre valores mais altos que aparecem nas planilhas da cooperativa, o advogado "lembrou" ter recebido por um "trabalho extra".

Valor exato. "Além do pagamento mensal, tenho impressão que (fiz) um parecer, mais alentado, de 50 páginas, para juntar num processo; me parece que cobrei à parte realmente", disse. "Não tenho certeza do valor exato, devo der cobrado R$ 50 mil, R$ 40 mil. Não tenho lembrança. É alguma coisa neste sentido."

Almeida disse não ter detalhes do processo, que poderia estar na 14.ª Vara Federal de Brasília. Na Vara, no entanto, não há processos com o nome do advogado. "Eu tenho de olhar, tem um tempo. O processo continua, não terminou. Acho que estava, acho, na 14.ª Vara Federal de Brasília."

"A minha ligação com a Coomigasp não tem nada relacionado com o senador", disse, referindo-se ao ex-ministro Edison Lobão. Uma coisa não tem nada a ver com a outra", afirmou. "Fui procurado pelo Valdé (Valdemar Pereira Falcão), que já me conhecia. Quando fui deputado federal, ele me procurava, como procurava outros deputados."

Ex-juiz do TRE. Ao comentar os trabalhos feitos para o senador Edison Lobão, o advogado diz que seu escritório é a maior referência em direito eleitoral em São Luís. "Sou advogado há mais de 30 anos no Maranhão, e tenho uma especialidade. Aqui não é muito comum você ter um advogado só de uma área", disse. "Tenho especialidade em direito eleitoral. Já fui juiz do TRE de 1983 a 1987. Naturalmente, trabalhei em matérias na área. Em 1990, fui coordenador político da campanha do senador Edison Lobão para o governo do Estado do Maranhão. Eu não era político."

Indagado sobre a causa em que defendeu o deputado José Sarney Filho, contou: "Defendi nessa época em que eu não era político, talvez em 1990. Os processos começam num ano, vão passando de um para outro. Não sou aliado dele, não".

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