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Advogado é morto em motel de Belo Horizonte

Agencia Estado

21 Abril 2002 | 16h 31

A polícia de Minas Gerais suspeita que dois garotos de programa estrangularam na madrugada de sábado em um motel na BR-040, saída de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro, o advogado Joaquim Francisco de Paula, de 66 anos, divorciado e pai de uma filha. Havia suspeitas contra um modelo, cujo nome completo e endereço foram encontrados dentro do carro do advogado. Porém, interrogado pela polícia, o modelo disse que na madrugada do crime estava em outro lugar. "O suspeito apresentou um álibi que confirmou a sua versão", informou o delegado da Delegacia de Homicídios, Élcio Lúcio Mascarenhas. O corpo do advogado foi encontrado às 6h55 pelos policiais militares, com sinais de estrangulamento e com um corte na testa, envolvido por lençóis e toalhas com a marca do motel, entre o banco traseiro e o do motorista do seu automóvel Pálio no bairro de Savassi, região Sul de Belo Horizonte. A polícia foi acionada por telefone e encontrou o motor do carro ainda quente. Os peritos colheram impressões digitais do veículo. Os peritos retiraram do porta-malas uma embalagem vazia de preservativos, um par de sapatos mocassim marrom, uma camisa azul manchada de sangue com as mangas compridas amarradas e uma cueca preta colante. A perícia recolheu também dois cadarços de nylon, provavelmente usados no estrangulamento. "As investigações tomarão outro rumo a partir de agora. Checaremos outras pistas também. Mas tudo indica que o crime teve motivação sexual", afirmou o detetive Alexandre Magno Bechara. De acordo com a direção do motel, os funcionários perceberam que três pessoas estavam no carro, na entrada, às 3h55. Na saída, às 4h50, os porteiros constataram que o veículo estava com apenas dois rapazes, que pagaram a conta em dinheiro. Minutos após o pagamento, as camareiras deram pela falta de quatro lençóis e uma toalha de banho da suíte quatro, que também apresentava o colchão manchado de sangue e o telefone celular do advogado sobre ele. Os familiares da vítima foram encontrados pelo número que estava registrado no celular e imediatamente seguiram para o motel. A polícia agora tem esperança de reconhecer os autores do assassinato após a análise mais detalhada das fitas de vídeo usadas nos sistemas de segurança dos prédios da região onde o automóvel do advogado foi encontrado. "Alguns prédios possuem sistema de segurança com câmaras direcionadas para a rua. São equipamentos que podem nos ajudar bastante nas investigações", completou o detetive Bechara.

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