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Aeronautas aceitam proposta de reajuste e descartam greve

Aeroviários (agentes em terra), por sua vez, ainda farão assembleias pelo País nesta sexta-feira para decidir sobre a oferta

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Mônica Reolom,
O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2016 | 16h34

SÃO PAULO - Aeronautas (pilotos e comissário) aceitaram em assembleia nesta quinta-feira, 18, a proposta de reajuste salarial feita em audiência de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na quarta-feira, 17, e descartaram nova greve. Aeroviários (agentes em terra) ainda farão assembleias pelo País nesta sexta-feira e têm até 22 de fevereiro para informar o TST da sua decisão. As empresas aéreas já haviam aceitado a proposta.

O acordo sugerido pelo ministro Ives Gandra, do TST, prevê reajuste de salários e pisos parcelados (5,5% em fevereiro e 5,5% em maio), aumento retroativo a dezembro de 11% nos benefícios sociais (vale-alimentação, seguro de vida) e pagamento de abono de 10% do salário, em uma parcela.

O ministro ainda propôs a criação de comissões paritárias para debater outros temas, como a folga mensal, e pediu a garantia, pelas empresas aéreas, de que não haja retaliação a curto, médio e longo prazo aos trabalhadores que paralisaram as atividades em 3 de fevereiro.

"Analisando o contexto do País, a discussão que aconteceu entre as partes e considerando que as empresas perderam bastante (no ano passado), a gente entende como positiva a proposta. Mas ficou aquém do esperado. De qualquer forma, temos de analisar o contexto e, dentro dele, o reajuste e as conquistas sociais foram as minimamente aceitáveis", afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Adriano Castanho, após a assembleia.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) informou que, "mesmo perante o delicado momento que a aviação brasileira atravessa por conta da crise econômica que afeta todo o País, as empresas aéreas se mantiveram abertas para discutir e reformular propostas."

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