Airbus é investigada por homicídio involuntário na queda do voo 447

Justiça francesa abriu investigação formal do acidente que matou 228 pessoas em 2009 contra a fabricante de aviões

Clarissa Mangueira, Agência Estado

17 Março 2011 | 14h27

PARIS - A fabricante de aviões europeia Airbus disse que está sendo investigada formalmente pela justiça francesa por homicídio involuntário. A investigação se refere ao acidente ocorrido em 2009 com um jato da Air France, que caiu no meio do Atlântico, matando as 228 pessoas que estavam a bordo. O voo 447 ia do Rio de Janeiro para Paris. Muitos dos mortos eram franceses, brasileiros e alemães.

Os advogados do executivo-chefe da Airbus, Tom Enders, se reuniram com os juízes de instrução hoje. A investigação formal é uma etapa anterior às acusações formais e possibilita que as autoridades judiciárias tenham mais tempo para prosseguir com a investigação do caso.

"Eu não vejo nenhum fato que justifique essa etapa (de investigação formal) e expresso nossa forte discordância", disse Enders. Ele acrescentou que a Airbus continua a acreditar que a investigação "deveria se focar em encontrar as causas desse acidente e assegurar que isso não ocorra de novo". Segundo o executivo-chefe, "a Airbus vai continuar apoiando as investigações, incluindo a busca pelas caixas-pretas, que são a única forma garantida de saber a verdade".

Investigadores suspeitam que o acidente tenha sido causado por um defeito nos sensores de velocidade, mas não conseguiram provar isso. A Air France, por meio de seguradoras, pagou compensações a parentes dos passageiros e da tripulação, mas continua a se defender nos tribunais no Brasil. As informações são da Dow Jones.

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