Alckmin diz que PSDB seguirá aliado de Kassab

Negociação para criar partido não abalará parcerias, declara governador, mas articulação do prefeito rumo a 2014 não é bem-vista no Bandeirantes

Julia Duailibi e Anne Warth, O Estado de S.Paulo

13 Março 2011 | 00h00

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), minimizou o impacto político da criação do novo partido articulado pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM).

"Do ponto de vista administrativo, nada vai mudar. Vamos continuar todas as parcerias com o prefeitura e o prefeito de São Paulo em benefício da população", disse ontem Alckmin, após missa em memória do 10.º aniversário da morte do governador paulista Mario Covas. "Sob o ponto de vista político, espero que possamos continuar juntos para trabalhar por São Paulo e pelo País", completou.

Kassab anuncia nos próximos dias a criação do PDB (Partido da Democracia Brasileira). Apesar da declaração de Alckmin, a movimentação do prefeito não é bem vista no Palácio dos Bandeirantes. A avaliação é que Kassab montará a nova legenda para colocar em marcha seu projeto de disputar o governo paulista em 2014. O novo partido também criará uma nova força política no Estado, em contraposição à influência do PSDB.

O secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, disse que o PSDB vai se empenhar para evitar que o novo partido migre para a base aliada do governo federal. "Vamos trabalhar para que isso não ocorra", afirmou Beraldo. De acordo com o secretário, o governo Alckmin fará todo esforço para manter a aliança entre o PSDB e o DEM, de Kassab.

Presente na missa, o vice-governador Guilherme Afif Domingos, que também é do DEM, não quis comentar o seu futuro político. A eventual ida de Afif para o partido a ser fundado pelo prefeito também tem sido criticada por aliados de Alckmin.

Na missa, no Mosteiro São Bento, Alckmin comungou e rezou. O ex-governador José Serra também estava no evento, mas não comungou.

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