Alckmin escala grupo de ''mensageiros'' para virar votação em SP

Aliados se dividem pelo Estado para tentar reverter os votos do governador eleito para [br]o presidenciável tucano

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2010 | 01h00

Desde que Geraldo Alckmin (PSDB) foi eleito governador de São Paulo, no dia 3 de outubro, a ordem no PSDB paulista é manter a campanha na rua pelo presidenciável tucano José Serra. Cinco mensageiros, liderados pelo próprio Alckmin, foram selecionados para a tarefa de converter votos dos paulistas para o candidato do PSDB ao Planalto.

A estratégia de trabalho, coordenada pelo governador eleito, é pulverizar as incursões no interior de São Paulo. Pastas recheadas de planilhas com as votações em cada município paulista balizam as decisões de cada mensageiro para visitar ou não determinada cidade em favor do presidenciável tucano.

Os escalados por Alckmin são o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o secretário estadual de Educação, Paulo Renato (PSDB), o senador eleito Aloysio Nunes (PSDB), o vice-governador eleito Guilherme Afif Domingos (DEM) e o coordenador da campanha alckmista Sidney Beraldo (PSDB).

A meta é garantir que votos que foram para Alckmin no primeiro turno, mas não para Serra, cheguem enfim ao presidenciável do PSDB no dia 31. Em paralelo, todos os selecionados tentam irradiar discurso para convencer eleitores de Marina Silva (PV) a votar no tucano.

Em suas viagens, Alckmin visitará as maiores cidades do Estado e, sob a alcunha de governador eleito e com musculatura política renovada, atrai a imprensa local para falar de projetos e pedir votos em Serra.

Nesta semana, o tucano ainda ultrapassa a divisa estadual e vai aos Estados em que saiu vitorioso na eleição presidencial de 2006, apesar da derrota para Lula no segundo turno: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Acre.

Enquanto isso, seus colegas mensageiros, divididos pelas regiões de São Paulo, seguem agenda intensa e passam por até quatro cidades por dia. O objetivo, em cada município, é entregar aos prefeitos e militantes uma carta assinada por Alckmin e pelo senador eleito Aloysio Nunes, em que agradecem a votação no Estado e pedem apoio ao tucano José Serra.

Os eventos ocorrem normalmente nas câmaras municipais, mas se há oportunidade de fazê-lo em festas locais, atraindo imprensa e ampliando a divulgação, melhor.

Incursões. Kassab, afilhado político de Serra, avança como mensageiro nos finais de semana. No sábado anterior ao feriado do dia 12 de outubro, o prefeito de São Paulo esteve em Caieiras, na Câmara Municipal, e em Paulínia, na Festa do Peão da cidade. Ontem foi a Ribeirão Preto, Assis e Leme.

Paulo Renato entrou em férias na última quinta-feira para aderir ao movimento. Anteontem fez sua primeira incursão por Serra, em Bragança Paulista, também com a carta em mãos. Foi ontem a Cubatão e Cotia. Hoje é responsável por coordenar as ações do secretariado de Serra por sua eleição.

O principal articulador dos encontros com prefeitos é Rubens Cury, ex-assessor de Aloysio na Casa Civil do governo Serra. A estrutura usada pelos mensageiros, como Kassab, Paulo Renato, Afif, Beraldo e Aloysio, é a mesma da campanha de Alckmin, que manteve a equipe de eventos, agenda e assessoria de imprensa à disposição.

A conta das equipes de assessores, segundo a equipe alckmista, é paga pela campanha de Serra. As viagens de Alckmin são custeadas pelo PSDB paulista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.