Alckmin faz incursão de última hora no 'cinturão vermelho'

Candidato tucano faz caminhada com Serra em Osasco, Guarulhos, Suzano e Diadema em busca do voto petista

Roberto Almeida / SÃO PAULO Gerson Monteiro ESPECIAL PARA O ESTADO PINDAMONHANGABA, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2010 | 00h00

A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato ao governo de São Paulo, definiu ontem uma incursão tucana de última hora no chamado "cinturão vermelho" da Grande São Paulo, área de domínio notadamente petista, com o objetivo de marcar território e tentar amealhar votos dos adversários.

Hoje, Alckmin e o candidato do PSDB ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira, percorrem quatro cidades ao lado do presidenciável José Serra. Vão a Guarulhos, Osasco, Diadema e Suzano, onde Alckmin tem, segundo pesquisas internas, menor vantagem sobre o candidato do PT, Aloizio Mercadante.

Ontem o tucano começou o dia cedo. Às 7 horas esteve com trabalhadores da construção civil em uma obra na zona sul de São Paulo. Discursou ao lado do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo (Sintracon), Antonio Ramalho, candidato ao deputado estadual.

Em seguida, foi a Campinas para uma entrevista à rádio CBN local e Várzea Paulista, onde fez caminhada. À noite, foi a Pindamonhangaba, sua terra natal, no interior de São Paulo, para participar de uma carreata. O tom, em todos os eventos, foi de não responder a provocações de Mercadante.

Saia-justa. Em Pindamonhangaba, com uma carreata promovida por sua sobrinha Myriam Alckmin, candidata à Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PPS, Alckmin foi recebido na praça central da cidade por centenas de militantes do PSDB local, que uma hora antes do encontro fizeram um apitaço em apoio ao candidato a deputado estadual Vito Ardito do PSDB (ex-prefeito da cidade), rival de Myriam (vice-prefeita da atual administração).

Provocado por um jornalista sobre em qual candidato de Pindamonhangaba ele votaria, respondeu que "é o povo quem escolhe". Sobre um possível segundo turno na disputa paulista, disse não ver problemas. "Mas temos um trekking diário que não mostra essa tendência", afirmou.

Em seguida, o tucano partiu para o Rio de Janeiro, onde acompanhou o debate entre os presidenciáveis.

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